A série cinematográfica Alien continua rendendo seus cifrões pelo mundo. Em 2012 tivemos o lançamento de Prometheus (direção de Ridley Scott), o filme que foi feito para funcionar como um prelúdio do primeiro filme, e mostrar como surgiu o monstro mor do terror e ficção científica. Um alienígena horrendo, com o corpo duro como metal, sangue ácido, força sobre humana e uma sede de matança insaciável.

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Três anos depois, a Editora Aleph presenteia os leitores brasileiros com uma reedição do romance escrito por Alan Dean Foster e que foi lançado no mesmo ano em que o filme, em 1979. Uma das últimas edições lançadas por aqui (coleção Grandes Sucessos da Editora Abril) saiu em 1984! Nem preciso falar o quanto essa obra estava fazendo falta nas livrarias brasileiras, ainda mais com um trabalho editorial tão bem elaborado como esse da Aleph.

A nave espacial rebocadora Nostromo está na sua viagem de volta para a Terra, rebocando uma refinaria que carrega toneladas de minérios retirados de outros planetas. A tripulação é composta pelo capitão Dallas, o primeiro oficial Keane, navegadora Lambert, a subtenente Ripley, o oficial de ciências Ash e os engenheiros Brett e Parker.

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Todos são acordados pelo sistema da nave quando a mesma recebe um sinal de S.O.S vindo de um planetoide desconhecido e, por ordem de seu empregador, a tripulação desacopla a Nostromo da refinaria e aterrissa no planeta. A nave fica muito danificada com a aterrissagem não programada, e logo uma parte da tripulação sai para investigar a origem do misterioso sinal recebido, enquanto a outra cuida dos reparos estruturais. Mas o sinal não era bem um pedido de socorro, e logo o terror está à solta e a ameaça a toda tripulação é real e não mostra misericórdia.

A escrita de Foster é bem diferente das que vemos continuamente. Ela é mais rebuscada, exige um pouco mais de vocabulário do leitor e em determinados momentos a leitura pode até ficar um pouco lenta, pedindo uma atenção redobrada, mas não devido à linguagem difícil, mas sim pela análise profunda dos personagens, que representam excelentemente não só a pequenez humana diante dos mistérios insondáveis do universo, mas também uma quebra do paradigma social da época (uma mulher acaba comandando a tripulação, o que gera um pequeno conflito interno) e como os seres ditos como ‘frágeis’ se mostram os mais aptos à sobrevivência.

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A forma como os apetrechos, armas e a própria nave são descritas mostra uma visão de tecnologia futura um tanto quanto simples e crua; fornecendo somente o indispensável, sem muitas regalias ou conforto. E com a descoberta de uma nova forma de vida, logo entram em cena a burocracia e a ganância, estas representadas pela Companhia; uma organização que se mostra sempre mais preocupada com os lucros do que com a vida da tripulação da Nostromo.

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O livro poderá não agradar a todos. O ideal seria lê-lo sem fazer as comparações com o filme (missão que sei ser quase impossível.). Com um bom aprofundamento nos personagens, na sua desolação, fragilidade, no medo, no terror e em toda a tecnologia que os cercam, Foster nos traz uma narrativa mais lenta, mas não cansativa; reflexiva, mas não tediosa e sem meditações densas ou opacas e explicações demasiadamente extensas e desnecessárias.

Alien é um marco na ficção científica, e remodelou o conceito de alienígena, somando aos ‘homenzinhos verdes’ os monstros grotescos e assassinos. O livro nos conta essa história de outra forma, sob outra visão, explorando a ideia de que talvez o melhor para humanidade seja se contentar com o seu próprio planeta.

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